domingo, 25 de abril de 2010

Cheio ou pingado. É preciso é que seja café!

Chama-se “café” em todo o lado, “bica” em Lisboa ou “cimbalino” à moda do Porto.
Muitos nomes e muitos efeitos.

Beber café faz parte da rotina dos portugueses. De manhã e a seguir ao almoço a chávena é quase indispensável.

Em Lisboa
Foi António Marrare quem, no célebre Marrare do Polimento, ao Chiado, primeiro serviu café puro, em chávenas de porcelana e bandejas com cafeteira, açucareiro e colheres, tudo em prata. Custava o triplo do que custava noutros estabelecimentos, mas freguesia não lhe faltava. Outros cafés foram-lhe seguindo o exemplo. Lisboa começou a beber do melhor café do mundo há 200 anos, pela mão de um italiano.



Consumo
Por ano cada português consome, em média, 4kg de café, o que equivale a 600 bicas.
Um valor reduzido, se comparado com a média dos países nórdicos, que chegam aos 10kg por ano.
De acordo com a Organização mundial de Café, Portugal está entre os países europeus que consome e importa menos grãos.

Saúde
Afinal e ao contrário do que se pensa, beber café faz bem.

O aumento da pressão arterial tem sido um dos efeitos negativos apontados à bebida.
Mas estudos vêm agora comprovar que o café pode mesmo ajudar a proteger o sistema cardiovascular.
Quatro cafés diários é a medida certa, não aumenta nem diminui o risco cardiovascular.
Novos estudos apontam ainda que o café ajuda a manter a actividade cognitiva e pode também reduzir a incidência de Parkinson e Alzheimer.

Preparação

Para preparar café em casa e poupar face ao que gasta na rua, tenha em conta a moagem e prensagem.
Se comprar em grão, a moagem deve ser fina, mas não em demasia. No caso de ser grossa, o café fica fraco e aguado. Muito fina, produz um sabor amargo.
Quanto à prensagem, não deixe muito solto nem compacto. No primeiro caso, a água passa rapidamente através do café e, no segundo, não consegue infiltrar-se.
Se não está familiarizado com as máquinas expresso, faça várias tentativas até o produto final ficar ao seu gosto. Primeiro, sai o café e, depois, o creme. Assim que este começa a sair, desligue a máquina para a bebida não ficar aguada e amarga.

Mercado
Em Portugal, o mercado total de cafés torrados vale cerca de dois mil milhões de euros e o sector é dominado por quatro empresas que actuam em áreas que vão desde a torrefacção até à distribuição. A Delta, de Rui Nabeiro, actua em todas as frentes e tem como companheiras, no ranking das principais empresas, a Nestlé, a Nutricafés e a NewCoffee.
Os portugueses bebem em média entre uma a duas chávenas de café por dia e a maior parte fá-lo fora de casa, no entanto, o consumo no lar está a ganhar cada vez mais adeptos.
No ano passado, as vendas de café puro a nível nacional no sector alimentar e no consumo imediato ultrapassaram os 315 milhões de euros, com base nos índices Nielsen Alimentar e Nielsen Consumo Imediato, com a venda de café puro moído a assinalar uma descida de 6% e a venda de café puro em cápsulas a subir 612%, enquanto a venda de pastilhas cresceu 123%.
Apesar da subida das novas formas de consumo desta bebida, os portugueses continuam a optar por sair de casa para tomar um café. Cerca de 85% do negócio é feito no canal horeca (hotelaria, restauração e cafés) o que tem motivado a aposta das empresas neste mercado.

brooks. despertamos sabores.


Bookmark and Share

1 comentário: