sexta-feira, 30 de abril de 2010

Timor no MdO

Singa de Kurita? Nasi goreng?

Se estes nomes não lhe dizem nada há um evento que não pode perder: o Museu do Oriente, em Lisboa, organiza um workshop de gastronomia timorense, nos dias 10 e 24 de Maio.

Nestes dias, vai poder conhecer pratos tipicos da ex-colónia portuguesa que é um exemplo da mistura de culturas dentro da identidade de Timor.
Culinária portuguesa chinesa, indiana e africana, podem ser encontrados na gastronomia timorense embora consiga manter a sua particularidade.
Destaque para o uso do arroz, coco, amendoim e piri-piri, que sãoessenciais em quase todos os pratos. Cabrito, peixe seco, galinha e porco são alimentos de uso regular, ainda que o uso das folhas de papaia, o milho, a mandioca e os legumes sejam uma marca especial da comida timorense.



Dos pratos típicos, que poderão fazer parte do workshop, destaca-se o saboko de camarão (com o leite de coco e marisco grelhado), o sassate de cabrito (receita em que é evidente o recurso à soja, tão comum na cozinha chinesa), e o batarda’a, prato idêntico à cachupa africana.
empresas neste mercado.

brooks. despertamos sabores.


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domingo, 25 de abril de 2010

Cheio ou pingado. É preciso é que seja café!

Chama-se “café” em todo o lado, “bica” em Lisboa ou “cimbalino” à moda do Porto.
Muitos nomes e muitos efeitos.

Beber café faz parte da rotina dos portugueses. De manhã e a seguir ao almoço a chávena é quase indispensável.

Em Lisboa
Foi António Marrare quem, no célebre Marrare do Polimento, ao Chiado, primeiro serviu café puro, em chávenas de porcelana e bandejas com cafeteira, açucareiro e colheres, tudo em prata. Custava o triplo do que custava noutros estabelecimentos, mas freguesia não lhe faltava. Outros cafés foram-lhe seguindo o exemplo. Lisboa começou a beber do melhor café do mundo há 200 anos, pela mão de um italiano.



Consumo
Por ano cada português consome, em média, 4kg de café, o que equivale a 600 bicas.
Um valor reduzido, se comparado com a média dos países nórdicos, que chegam aos 10kg por ano.
De acordo com a Organização mundial de Café, Portugal está entre os países europeus que consome e importa menos grãos.

Saúde
Afinal e ao contrário do que se pensa, beber café faz bem.

O aumento da pressão arterial tem sido um dos efeitos negativos apontados à bebida.
Mas estudos vêm agora comprovar que o café pode mesmo ajudar a proteger o sistema cardiovascular.
Quatro cafés diários é a medida certa, não aumenta nem diminui o risco cardiovascular.
Novos estudos apontam ainda que o café ajuda a manter a actividade cognitiva e pode também reduzir a incidência de Parkinson e Alzheimer.

Preparação

Para preparar café em casa e poupar face ao que gasta na rua, tenha em conta a moagem e prensagem.
Se comprar em grão, a moagem deve ser fina, mas não em demasia. No caso de ser grossa, o café fica fraco e aguado. Muito fina, produz um sabor amargo.
Quanto à prensagem, não deixe muito solto nem compacto. No primeiro caso, a água passa rapidamente através do café e, no segundo, não consegue infiltrar-se.
Se não está familiarizado com as máquinas expresso, faça várias tentativas até o produto final ficar ao seu gosto. Primeiro, sai o café e, depois, o creme. Assim que este começa a sair, desligue a máquina para a bebida não ficar aguada e amarga.

Mercado
Em Portugal, o mercado total de cafés torrados vale cerca de dois mil milhões de euros e o sector é dominado por quatro empresas que actuam em áreas que vão desde a torrefacção até à distribuição. A Delta, de Rui Nabeiro, actua em todas as frentes e tem como companheiras, no ranking das principais empresas, a Nestlé, a Nutricafés e a NewCoffee.
Os portugueses bebem em média entre uma a duas chávenas de café por dia e a maior parte fá-lo fora de casa, no entanto, o consumo no lar está a ganhar cada vez mais adeptos.
No ano passado, as vendas de café puro a nível nacional no sector alimentar e no consumo imediato ultrapassaram os 315 milhões de euros, com base nos índices Nielsen Alimentar e Nielsen Consumo Imediato, com a venda de café puro moído a assinalar uma descida de 6% e a venda de café puro em cápsulas a subir 612%, enquanto a venda de pastilhas cresceu 123%.
Apesar da subida das novas formas de consumo desta bebida, os portugueses continuam a optar por sair de casa para tomar um café. Cerca de 85% do negócio é feito no canal horeca (hotelaria, restauração e cafés) o que tem motivado a aposta das empresas neste mercado.

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Guerra ao sal

Declarar guerra ao sal. Este é o objectivo de vários governos e é agora a conlusão de um relatório do Instituto de Medicina dos EUA: o sódio é o maior culpado pela epidemia de hipertensão.
O estudo aponta que a doença pode começar na infância e que vai afectar nove entre dez americanos ao longo da vida.



Os cientistas publicaram várias dicas de como diminuir o consumo do mineral no dia-a-dia.

COMO EVITAR
1. Diminua as porções: reduzirá o sódio e as calorias. Uma regra básica é a de que, quanto mais calorias uma comida têm, mais sódio terá.

2. Hortifruti primeiro: encha metade do prato com frutas e vegetais, que têm pouco sódio.

3. Prefira os frescos: alimentos naturais, que não foram industrializados, contêm menos sal.

4. Diminua sem perceber: a maioria das pessoas não consegue detectar uma redução de até 25% do sal na comida.

5. Retire o sal aos poucos:
o seu paladar vai habitua-se à falta do mineral.

6. Controle a etiqueta: procure comidas que tenham menos de 300 miligramas de sódio por porção.

7. Abuse dos temperos: pimenta, vinagre, raízes e ervas podem dar sabor aos alimentos sem necessidade de salgá-los.

8. Toste, queime, asse: a forma certa de cozinhar pode ajudar a manter o sódio longe da mesa.

9. Enxague, lave e dilua:
pode cortar um pouco do excesso de sal dos alimentos industrializados sem prejudicar o sabor da comida.

10. Evite o "sal automático": prove os alimentos antes de pôr sal.

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Sal ou insosso? Não tem que ser um ou outro.

O sal é um tempero essencial, disso ninguém tem dúvidas. Desde o tempos dos romanos que já é utilizado, por exemplo para conservar a carne, esta era salgada.

Mas agora sabem-se os prejuízos para a saúde que este -aparenetemente inofensivo- tempero pode causar. É por isso necessário reduzir.

Saiba truques!

Vinagre de ameixa ou sementes de sésamo tostadas, estas são duas formas de reduzir o consumo de sal.



Ervas, especiarias e até algas
São boas alternativas. Salgar não é a única forma de dar paladar à comida. Esta deve ser também picante, amarga e doce.
O truque é dar a cada prato um sabor diferente com a ajuda de ervas aromáticas e especiarias.

OMS
A opção por estes temperos é uma forma de seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que, desde 2006, defende o slogan 'less salt, less risk', ou seja, 'menos sal, menos risco', de doença cardíaca e acidente vascular cerebral. O objectivo é levar as pessoas a consumir menos de cinco gramas de cloreto de sódio por dia. Em Portugal, significa reduzir para quase metade o seu consumo.

O sal não é ignorado, até porque em «quantidades moderadas» estimula a digestão, alivia a ansiedade e tem um poder laxante. Mas é muitas vezes substituído por algas, marisco, moluscos e peixes de águas salgadas.

Outros temperos
Da terra, gengibre, alho e cominhos são os mais usados. O primeiro é um expectorante natural e melhora a circulação; o segundo trata infecções, é rejuvenescedor e estimula a actividade sexual; os cominhos são estimulantes e diuréticos.

Para quem acha impossível comer pratos insonsos, ainda que temperados, a opção é usar sal marinho integral. Para os macrobióticos, defensores da saúde através de uma boa alimentação, o sal comum refinado tem adição de açúcar e químicos, enquanto o integral tem mais 4% de outros minerais e oligoelementos essenciais para o organismo.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

"Peixeirada" de regresso já para o ano

Depois do sucesso da terceira edição, o "Peixe em Lisboa" regressa já em Abril de 2011.

A próxima edição do "Peixe em Lisboa", volta ao local onde tudo começou, o Pateo da Galé no Terreiro do Paço.
O Pateo vai apresentar-se totalmente remodelado para receber aquele que já é considerado por muitos portugueses, como o evento onde se pode comer de forma económica a boa qualidade.
O "Peixe em Lisboa" é uma organização da Associação Turismo Lisboa, com os apoios da Câmara Municipal de Lisboa e Turismo de Portugal e produção da Essência do Vinho.


Números
A edição deste ano contou com cerca de 22.100 visitas ao longo dos nove dias de actividade, um aumento de quinhentas pessoas em relação ao ano passado.
Na edição deste ano o público aderiu fortemente a actividades mais específicas do programa, sobretudo às sessões de cozinha ao vivo protagonizadas por chefs nacionais e estrangeiros.
De igual modo, registou-se um número assinalável de degustações nos restaurantes da Grande Lisboa que estiveram em funcionamento contínuo no evento.

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domingo, 18 de abril de 2010

bloop - em que posso ajudar?- bloop

A simpatia, a disponibilidade, o sorriso e a eficiência, ou até mesmo alguém com quem "refilar" se a cozinha demora ou se o pedido não vem certo.
O serviço é um dos pontos importantes de qualquer restaurante.

Imagine agora o que é ter um robot a fazê-lo.

Na Tailândia, no Hajime Restaurant, os empregados são agora de metal e dotados de inteligência artificial. Vestidos de samurais, servem sushi, arranjam as mesas e dançam.
Este foi o golpe de marketing que permitiu à proprietária do Hajime, em Banguecoque, ter o restaurante de sushi sempre cheio.
As máquinas, fabricadas no Japão, substituem por completo os empregados de mesa.

O "toque" do sucesso

Para que os "empregados-robot" saibam o que servir, o cliente tem que fazer o pedido através de um "touchscreen".
Para já, os robôs-samurais têm a tarefa de servir sushi, arranjar e levantar as mesas, e, ainda, dar uns passos de dança ao som de música oriental e ocidental.

Tudo tem um preço
A propritetária investiu cerca de 930 mil dólares para montar o restaurante.
Ainda não sabe que outras funções os seus robôs serão capazes de executar. Mas se depender da sua vontade as máquinas não vão ficar-se por aqui.
O facto de serem máquinas permitiu ainda, é claro, poupar nas despesas com salários e segurança social.

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=s0Z1EaFFICI&feature=player_embedded


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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Catástrofe, sim, mas só com esconderijo gourmet

O conceito de Gourmet está intrusado entre nós e, aparentemente, veio para ficar. O facto parece inegável e uma empresa dos Estados Unidos veio agora confirmá-lo.
Vivos é o nome da empresa que quer criar uma rede de cerca de 20 refúgios capazes de aguentar qualquer catástrofe, desde guerras biológicas e nucleares, até sismos e armagedões.

O gourmet
A empresa oferece segurança e - pasme-se- alimentação gourmet. O plano é cada refúgio ter um ano de alimentação gourmet entre outros pequenos luxos. Cada bunker - longe do conceito a que nos habituámos - terá cinco andares subterrâneos, vinte mil metros quadrados, capacidade para 200 pessoas e assistência médica e dentária.


Um "pequeno" preço a pagar
Mas também a "segurança-gourmet" tem um preço. Um lugar num abrigo como este ronda os trinta e seis mil e quinhentos euros.
Até agora a empresa já recebeu cerca de mil pedidos.
A construção de cada refúgio está avaliada em mais de sete milhões e trezentos mil euros. Até ao momento, a empresa ainda não construiu nenhum destes refúgios. A Vivos espera fazê-lo quando tiver mais interessados.

O Fim do Mundo?

A empresa espera ter a obra concretizada até 21 de Dezembro de 2012, data que para alguns significa o fim do mundo, quando grandes tempestades solares assolaram o planeta.

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"Winedays" para celebrar

Já se sabe que num aniversário vale tudo!
E é por aí que passa a aposta do Hotel Real Palácio. Para comemorar o 7º aniversário escolheu a gastronomia, com brunchs e Winedays à mistura, um ambiente de festa marcado pela aposta clara na restauração.

Os dias da semana
Domingos
Um brunch especial, é esta a promessa do hotel para os domingos.O chef Celestino Grave preparou com oferta de uma Caipiroska à chegada. A iniciativa chama-se “We Love Sundays” e partir das 12h30, o hotel apresenta um buffet variado, de entradas e sobremesas, com sessões de show cooking.

Quartas-feiras
Irreverente, a iniciativa “Winedays”, será uma excelente oportunidade para conviver e conhecer as diferentes regiões de vinho e as melhores castas nacionais ou europeias.
A entrada é livre e a novidade arranca hoje.


"O melhor bolo do ano”
29 de Abril, é o grande dia! O dia de aniversário do Hotel! Os lisboetas estão convidados a provar o melhor bolo de sempres, a unidade hoteleira promete oferecer um lanche muito especial.

Iniciativas

Maio trará também novidades, será o Mês da Doçaria Conventual.Para desvendar os segredos dos antigos monges e freiras, o Chef Celestino Grave e a Chef pasteleira Sílvia Henriques promovem um Workshop de Doçaria Conventual. Mas haverá também lugar a um Workshop de Gastronomia Alentejana, sob a orientação do Chef Nobre do Hotel Mar D’Ar em Évora, integrado na iniciativa “O Chef Convida”.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

A arte de impressionar, sem mexer um dedo

Na verdade, o único trabalho que vai ter será "discar" um número de telefone.
Seja num jantar de amigos mais especial ou num jantar a dois com direito a requinte, a sua inabilidade para a cozinha, tem afinal solução.
Imagine um Chef gourmet em sua casa, a preparar a refeição que jamais conseguirá fazer sozinho.
Há cerca de um ano, o conceito inovador surgiu para tentar solucionar os problemas dos mais inaptos no que diz respeito a tachos e panelas.
Chef@Home promete salvar muitas donas de casa desesperadas e muitos homens em busca da refeição perfeita. No fim, só terá de lavar a loiça.

Desde o início
A ideia é, no mínimo, genial. O plano surgiu a Rui Menezes ao fim de cinco anos a trabalhar em restaurantes na capital. Muitos dos clientes acabavam a perguntar se não poderia ir a suas casas preparar um importante jantar de negócios ou uma recepção mais formal. No fim de tantas abordagens, o Chef, de 36 anos, percebeu que ali havia uma oportunidade de negócio.
Às tantas decidiu dedicar-se em exclusivo ao Chef@Home, só quando o trabalho é demasiado, é que contrata um ajudante de cozinha ou alguns empregados.

Como funciona

O cliente escolhe o que quer comer. O cenário é que é diferente do habitual.
Em vez de uma sala cheia de mesas e pessoas a circular, será a sua própria sala com sofá e tv a servir de sala de refeições. E pode convidar quantas pessoas quiser.
Pratos e preços variam entre €19 por pessoa, com duas entradas, prato e sobremesa, e €33 com direito a quatro entradas, prato e sobremesa. Mas os menus e preços são flexíveis.
Convém ligar com pelo menos dois dias de antecedência, até porque Rui Menezes gosta de ir a locais especificos fazer as compras para o manjar.
O Chef chega a casa do cliente duas horas antes do jantar, para que nada corra fora do previsto.

Populares
O prato mais popular é o Lombo de bacalhau em massa folhada com legumes frescos, mas também a Lasagna, bife com batatas ou Magret de pato com molho de Maracujá, são pratos a considerar. Na verdade, numa reunião com o Chef tudo pode ser decidido. Rui Menezes ajuda o cliente a decidir e a optar pelo mais adequado à situação.

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Assim nasce uma estrela

Das aulas de culinária a uma estrela Michelin. O caminho pode parecer improvável, mas não para Miguel Rocha Vieira.

Como tudo começou
De um momento para o outro, Miguel Rocha Vieira soube exactamente o que queria fazer na vida. O destino estava traçado entre tachos e panelas. O jovem, na altura com 21 anos, decidiu, no segundo ano do curso de Gestão Hoteleira e Turismo em Londres, que havia de ser Chef.
Miguel Rocha Vieira descobriu nas aulas de culinária o seu futuro. É o próprio que caracteriza como "incrível" o facto de nunca ter cozinhado antes das aulas.


Rumo ao sucesso
Dez anos depois, aos 31, o chef português sente-se reconhecido e orgulhoso.
Conquistou para o restaurante na Hungria onde foi chefe executivo durante dois anos uma das mais ambicionadas e reconhecidas distinçöes internacionais: a estrela Michelin.
Miguel Rocha Vieira soube da conquista da estrela Michelin já em Lisboa, para onde regressou em Janeiro com o sentimento de ter cumprido o objetivo de regressar com muita experiência e um vasto currículo.
A trabalhar neste momento como subchefe na equipa do Hotel Ritz, em Lisboa, Miguel Rocha Vieira reconhece as diferenças entre liderar a cozinha de um restaurante para 50 pessoas, onde todas as decisöes passavam por ele, e de ter agora, num hotel com 300 quartos, que prestar contas a outra pessoa.
Mas nem por isso sente que "lhe cortaram as asas" na sua criatividade.
Com uma estrela Michelin no currículo - que inscreveu a Hungria no guia -, Miguel Rocha Vieira diz estar concentrado no trabalho que desenvolve no Hotel Ritz.

Com Lusa

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